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sábado, 31 de dezembro de 2016

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO 50º DIA MUNDIAL DA PAZ






MENSAGEM DO SANTO PADRE

FRANCISCO

PARA A CELEBRAÇÃO DO
50º DIA MUNDIAL DA PAZ 
1° DE JANEIRO DE 2017

A não-violência: estilo de uma política para a paz

1. No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda»[1] e façamos da não-violência ativa o nosso estilo de vida.
Esta é a Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz. Na primeira, o Beato Papa Paulo VI dirigiu-se a todos os povos – e não só aos católicos – com palavras inequívocas: «Finalmente resulta, de forma claríssima, que a paz é a única e verdadeira linha do progresso humano (não as tensões de nacionalismos ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras duma falsa ordem civil)». Advertia contra o «perigo de crer que as controvérsias internacionais não se possam resolver pelas vias da razão, isto é, das negociações baseadas no direito, na justiça, na equidade, mas apenas pelas vias dissuasivas e devastadoras». Ao contrário, citando a Pacem in terris do seu antecessor São João XXIII, exaltava «o sentido e o amor da paz baseada na verdade, na justiça, na liberdade, no amor».[2] É impressionante a atualidade destas palavras, não menos importantes e prementes hoje do que há cinquenta anos.
Nesta ocasião, desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.
Um mundo dilacerado
2. Enquanto o século passado foi arrasado por duas guerras mundiais devastadoras, conheceu a ameaça da guerra nuclear e um grande número de outros conflitos, hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços. Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que carateriza a nossa época nos tornem mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela.
Seja como for, esta violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê? Porventura a violência permite alcançar objetivos de valor duradouro? Tudo aquilo que obtém não é, antes, desencadear represálias e espirais de conflitos letais que beneficiam apenas a poucos «senhores da guerra»?
A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.
A Boa Nova
3. O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mateus 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mateus 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: «A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações».[3]
Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência. Esta, como afirmou o meu predecessor Bento XVI, «é realista pois considera que no mundo existe demasiada violência, demasiada injustiça e, portanto, não se pode superar esta situação, exceto se lhe contrapuser algo mais de amor, algo mais de bondade. Este “algo mais” vem de Deus».[4]E acrescentava sem hesitação: «a não-violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”».[5] A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada «a magna carta da não-violência cristã»: esta não consiste «em render-se ao mal (...), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça».[6]
Mais poderosa que a violência
4. Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. Quando a Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1979, declarou claramente qual era a sua ideia de não-violência ativa: «Na nossa família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (...). E poderemos superar todo o mal que há no mundo».[7] Com efeito, a força das armas é enganadora. «Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho, há pobres pacificadores que, só para ajudar uma pessoa, outra e outra, dão a vida»; para estes obreiros da paz, a Madre Teresa é «um símbolo, um ícone dos nossos tempos».[8] No passado mês de setembro, tive a grande alegria de a proclamar Santa. Elogiei a sua disponibilidade para com todos «através do acolhimento e da defesa da vida humana, a dos nascituros e a dos abandonados e descartados. (...) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos».[9] Como resposta, a sua missão – e nisto representa milhares, antes, milhões de pessoas – é ir ao encontro das vítimas com generosidade e dedicação, tocando e vendando cada corpo ferido, curando cada vida dilacerada.
A não-violência, praticada com decisão e coerência, produziu resultados impressionantes. Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr contra a discriminação racial nunca serão esquecidos. As mulheres, em particular, são muitas vezes líderes de não-violência, como, por exemplo, Leymah Gbowee e milhares de mulheres liberianas, que organizaram encontros de oração e protesto não-violento (pray-ins), obtendo negociações de alto nível para a conclusão da segunda guerra civil na Libéria.
E não podemos esquecer também aquela década epocal que terminou com a queda dos regimes comunistas na Europa. As comunidades cristãs deram a sua contribuição através da oração insistente e a ação corajosa. Especial influência exerceu São João Paulo II, com o seu ministério e magistério. Refletindo sobre os acontecimentos de 1989, na Encíclica Centesimus annus(1991), o meu predecessor fazia ressaltar como uma mudança epocal na vida dos povos, nações e Estados se realizara «através de uma luta pacífica que lançou mão apenas das armas da verdade e da justiça».[10] Este percurso de transição política para a paz foi possível, em parte, «pelo empenho não-violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da força e, ao mesmo tempo, souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade». E concluía: «Que os seres humanos aprendam a lutar pela justiça sem violência, renunciando tanto à luta de classes nas controvérsias internas, como à guerra nas internacionais».[11]
A Igreja comprometeu-se na implementação de estratégias não-violentas para promover a paz em muitos países solicitando, inclusive aos intervenientes mais violentos, esforços para construir uma paz justa e duradoura.
Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um património exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem «a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida».[12] Reitero-o aqui sem hesitação: «nenhuma religião é terrorista».[13] A violência é uma profanação do nome de Deus.[14] Nunca nos cansemos de repetir: «jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra».[15]
A raiz doméstica duma política não-violenta
5. Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. É uma componente daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado, concluindo dois anos de reflexão por parte da Igreja sobre o matrimónio e a família. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão.[16] A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade.[17] Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero. Neste sentido, lanço um apelo a favor do desarmamento, bem como da proibição e abolição das armas nucleares: a dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca não podem fundamentar este tipo de ética.[18] Com igual urgência, suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças.
O Jubileu da Misericórdia, que terminou em novembro passado, foi um convite a olhar para as profundezas do nosso coração e a deixar entrar nele a misericórdia de Deus. O ano jubilar fez-nos tomar consciência de como são numerosos e variados os indivíduos e os grupos sociais que são tratados com indiferença, que são vítimas de injustiça e sofrem violência. Fazem parte da nossa «família», são nossos irmãos e irmãs. Por isso, as políticas de não-violência devem começar dentro das paredes de casa para, depois, se difundir por toda a família humana. «O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a pôr em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo».[19]
O meu convite
6. A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação a todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça.
Este é um programa e um desafio também para os líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo: aplicar as Bem-aventuranças na forma como exercem as suas responsabilidades. É um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz; a dar provas de misericórdia, recusando-se a descartar as pessoas, danificar o meio ambiente e querer vencer a todo o custo. Isto requer a disponibilidade para «suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo».[20] Agir desta forma significa escolher a solidariedade como estilo para fazer a história e construir a amizade social. A não-violência ativa é uma forma de mostrar que a unidade é, verdadeiramente, mais forte e fecunda do que o conflito. No mundo, tudo está intimamente ligado.[21] Claro, é possível que as diferenças gerem atritos: enfrentemo-los de forma construtiva e não-violenta, de modo que «as tensões e os opostos [possam] alcançar uma unidade multifacetada que gera nova vida», conservando «as preciosas potencialidades das polaridades em contraste».[22]
Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não-violência ativa e criativa. No dia 1 de janeiro de 2017, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que ajudará a Igreja a promover, de modo cada vez mais eficaz, «os bens incomensuráveis da justiça, da paz e da salvaguarda da criação» e da solicitude pelos migrantes, «os necessitados, os doentes e os excluídos, os marginalizados e as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura».[23] Toda a ação nesta linha, ainda que modesta, contribui para construir um mundo livre da violência, o primeiro passo para a justiça e a paz.
Em conclusão
7. Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia.
«Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir».[24]No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. «Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz».[25]
Vaticano, 8 de dezembro de 2016.

Francisco


[1] Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 228.
[2] Mensagem para a celebração do 1º Dia Mundial da Paz, 1° de janeiro de 1968.
[3] «Legenda dos três companheiros»: Fontes Franciscanas, n. 1469.
[4] Angelus, 18 de fevereiro de 2007.
[7] Discurso por ocasião da entrega do Prémio Nobel, 11 de dezembro de 1979.
[8] Francisco, Meditação «O caminho da paz», Capela da Domus Sanctae Marthae, 19 de novembro de 2015.
[9] Homilia na canonização da Beata Madre Teresa de Calcutá, 4 de setembro de 2016.
[10] N. 23
[11] Ibidem.
[12] Francisco, Discurso na Audiência inter-religiosa, 3 de novembro de 2016.
[13] Idem, Discurso no III Encontro Mundial dos Movimentos Populares, 5 de novembro de 2016.
[14] Cf. Idem, Discurso no Encontro com o Xeque dos Muçulmanos do Cáucaso e com Representantes das outras Comunidades Religiosas, Baku, 2 de outubro de 2016.
[15] Idem, Discurso em Assis, 20 de setembro de 2016.
[16] Cf. Exort. ap. pós-sinodal Amoris laetitia, 90-130.
[17] Cf. ibid., 133.194.234.
[18] Cf. Francisco, Mensagem à Conferência sobre o impacto humanitário das armas nucleares, 7 de dezembro de 2014.
[19] Idem, Carta enc. Laudato si’, 230.
[20] Idem, Exort. ap. Evangelii gaudium, 227.
[21] Cf. Idem, Carta enc. Laudato si’16.117.138.
[22] Idem, Exort. ap. Evangelii gaudium, 228.
[24] Francisco, Regina Caeli, Belém, 25 de maio de 2014.
[25] Apelo, Assis, 20 de setembro de 2016.


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FELIZ ANO NOVO - FELIZ 2017

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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

FECHAMENTO DA PORTA SANTO DO JUBILEU DA MISERICÓRDIA

REUNIÃO DO TRIBUNAL INTERDIOCESANO DE UBERABA NA CÚRIA DE ITUIUTABA

NO dia 08 de novembro, estiveram reunidos na sala de reuniões da Cúria Diocesana de Ituiutaba, o Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Uberaba, cada Diocese que compõe este Tribunal (Ituiutaba - Paracatu - Patos de Minas - Uberaba - Uberlândia) representadas com os respectivos vigários judiciais e notários e notárias.

Ecologia é tema do encerramento da Assembleia do Regional Leste 2 da CNBB

Durante o encerramento da Assembleia Regional de Pastoral do Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na quinta-feira, 10 de novembro, foi apresentado o documentário O Bento – Terra da Gente, uma produção feita pela TV Horizonte, emissora da Rede Catedral de Comunicação Católica, que retrata, um ano após o desastre, a vida das pessoas afetadas pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG). O documentário mostra como a fé e a devoção de um povo são capazes de manter a união e a esperança de reconstruírem suas vidas. 

O coordenador de pastoral da Arquidiocese de Mariana, padre Geraldo Martins, contextualizou o tema central da Assembleia a Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, que trata, principalmente, do amor na família, com a situação das mais de 500 pessoas que ficaram desabrigadas após o rompimento da Barragem. De acordo com o padre Geraldo, as famílias estão recebendo acompanhamento espiritual da Arquidiocese de Mariana, para que se fortaleçam na fé. Também contam com o apoio de grupos que se organizam para defender seus direitos. "Depois  de um ano, a situação ainda é difícil. Estas famílias precisam ser reassentadas. Elas perderam todos os bens materiais. Mas o que mais nos preocupa é o cuidado com a saúde física e mental. O preconceito e a discriminação também são aspectos cruéis. São pessoas simples, que precisam recomeçar".  

A Assembleia teve início pela manhã, com uma Missa na capela da Casa de Retiro São José, em Belo Horizonte. Em seguida, foram formados grupos, divididos por províncias eclesiásticas, para alinhar assuntos pastorais, falar sobre os desafios de cada Arquidiocese e diocese no que diz respeito à Exortação Apostólica Amoris Laetitia. As conclusões sobre o tema central, debatidas no segundo dia do evento, serão compiladas pelo Regional Leste 2, e posteriormente enviadas às arquidioceses e dioceses.

Representando a Pastoral da Sobriedade, Maria da Penha Martins, que participa da Assembleia pela quarta vez, ressaltou a importância de se discutir questões sobre as famílias, principalmente nas pastorais, para um trabalho conjunto ainda mais eficaz. "Hoje já trabalhamos em sintonia com as pastorais Familiar, Catequese e Juventude. E esperamos reunir outras pastorais para que possamos estar cada vez mais próximos das famílias, auxiliando do que for preciso".


Participaram da Assembleia, mais de 140 pessoas, entre arcebispos, bispos, administrador diocesano, padres, leigos e leigas das 32 arquidioceses e dioceses de Minas Gerais e do Espírito Santo. 

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Assembleia dos Bispos do Regional Leste 2 da CNBB

Arcebispos, bispos, Administradores diocesanos, coordenadores diocesanos de pastoral, representantes de presbíteros, leigos e leigas de Minas Gerais e do Espírito Santo estão reunidos em Belo Horizonte (MG) para a Assembleia Pastoral do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que neste ano tem como tema a Exortação Apostólica Amoris Laetitia – sobre o amor na família, do Papa Francisco. Durante a Assembleia, os bispos promovem reflexões à luz das orientações do Santo Padre e do Documento 100 da CNBB, de título Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia. Conforme explica o presidente do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Paulo Mendes Peixoto, que é arcebispo de Uberaba (MG), a Igreja busca ser cada vez mais acolhedora, fraterna, superando posturas condenatórias. Dom Paulo lembra também que a Assembleia é oportunidade para fortalecer a unidade entre as dioceses que integram o Regional Leste 2 , o segundo maior do Brasil. 
Para o bispo de Divinópolis (MG)e secretário do Regional Leste 2, dom José Carlos de Souza Campos, a Igreja é permanentemente desafiada a responder as demandas de cada tempo. “Jesus e o Evangelho são os mesmos, devemos anuncia-los às novas realidades”, afirma o bispo, acrescentando que a Assembleia é oportunidade para a reflexão de desafios comuns ás dioceses. “Assim, podemos agir nos mais diversos campos da sociedade”, diz. Dom José Carlos lembra que o encontro também será oportunidade para revisitar questões ecológicas, a exemplo do desastre ambiental ocorrido em Mariana (MG), no distrito de Bento Rodrigues. “A Igreja precisa fazer ecoar o grito que pede socorro e o cuidado com a Casa Comum”, destaca dom José Carlos. 
Dom Joaquim Wladmir Lopes Dias, vice-presidente do Regional Leste 2 e bispo de Colatina (ES), uma das cidades mais impactadas com o desastre ambiental, se recorda do sofrimento das pessoas diretamente atingidas, a exemplo dos pescadores e pequenos agricultores, que perderam o meio de subsistência, além das pessoas que ficaram sem suas casas. “Já faz um ano que a barragem se rompeu e ainda não temos um laudo definitivo sobre a qualidade da água que a população consome”, lamenta o Bispo. Sobre a ênfase que a Assembleia dos Bispos dará sobre a família no mundo contemporâneo, o bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom João Justino de Medeiros Silva, ressalta o que pede o Papa Francisco em sua Exortação Apostólica: o acompanhamento das famílias. “Isso significa criar proximidade, escutar, conhecer realidades, trazer as famílias para as comunidades”. Para isso, dom João observa a importância de se “vencer preconceitos que muitas vezes são base para posturas muito rígidas”. A meta, conforme pontua o Bispo, “é seguir as orientações do Papa Francisco e ir ao encontro do outro.” A Assembleia Regional de Pastoral do Leste 2 segue até a quinta-feira, 10 de novembro, na Casa de Retiros São José em Belo Horizonte.

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Assembleia Regional de Pastoral do Leste 2 - 08 a 10 de novembro

Arcebispos, bispos, Administradores Diocesanos, coordenadores diocesanos de pastoral, representantes dos presbíteros, leigos e leigas, agentes e coordenações de pastorais, movimentos e organismos das (arqui)dioceses de Minas Gerais e do Espírito Santo se reúnem em Belo Horizonte (MG) para refletir sobre a Exortação Apostólica do Papa Francisco dedicada ao amor na família. A Assembleia Regional de Pastoral do Leste 2, que deve reunir 140 participantes, objetiva buscar caminhos para que a Igreja aprimore, cada vez mais, a acolhida às famílias nas comunidades paroquiais. Para isso, será promovida a aproximação entre as orientações do Papa Francisco na Exortação Apostólica com as indicações do Documento 100 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia. Minas Gerais e Espírito Santo formam o segundo maior regional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Regional Leste 2. São oito arquidioceses e 24 dioceses. Durante três dias, a partir de palestras e grupos de trabalho, os bispos vão definir estratégias para efetivar o que pede o Papa Francisco: uma Igreja cada vez mais acolhedora (comunidade de comunidades). A Assembleia do Regional Leste 2 da CNBB será na Casa de Retiros São José (Av. Itaú, 475, bairro Dom Bosco, Belo Horizonte, MG), de 8 a 10 de novembro.

ASSEMBLEIA DO REGIONAL LESTE 2

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC - 241

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

FECHAMENTO DAS PORTAS SANTAS DO JUBILEU DA MISERICÓRDIA EM NOSSA DIOCESE

“O Ano Jubilar terminará na solenidade litúrgica de Jesus Cristo, Rei do Universo, 20 de Novembro de 2016. Naquele dia, ao fechar a Porta Santa, animar-nos-ão, antes de tudo, sentimentos de gratidão e agradecimento à Santíssima Trindade por nos ter concedido este tempo extraordinário de graça. Confiaremos a vida da Igreja, a humanidade inteira e o universo imenso à Realeza de Cristo, para que derrame a sua misericórdia, como o orvalho da manhã, para a construção duma história fecunda com o compromisso de todos no futuro próximo.” (Misericordiae Vultus).

Dessa forma realizaremos o fechamento das Portas Santas em nossa Diocese nessa mesma data determinada pelo Santo Padre o Papa Francisco: 

20 de novembro (Domingo de Cristo Rei) nos seguintes horários:

CATEDRAL SÃO JOSÉ em Ituiutaba, às 10h. 

SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA em Iturama, às 19h.

Aguardamos a presença de V. Revmas. e o nosso amado Povo de Deus para  a participação nesse momento tão importante na vida da nossa Mãe Igreja.

Pe. Júlio Cesar Oliveira (Pe. Axé)

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RECICLAGEM DO CLERO

Acontecerá nas dependências da Cúria Diocesana (auditório) e na Catedral São José (cozinha e refeitório) nos dias:
13 e 14 de setembro:
Terça feira (dia 13) o dia todo (início às 9h), e encerrando na quarta (dia 14) com o almoço. 

Assessor: Padre Andherson Franklin Lustosa Souza.
Doutor em Sagrada Escritura pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.