terça-feira, 17 de junho de 2025

Dom Valter Magno, nosso bispo eleito, está nos visitando



Dom Valter Magno, bispo eleito para a nossa Diocese, esteve nos visitando neste final de semana. No domingo à noite, presidiu a Santa Missa na Catedral.










quinta-feira, 12 de junho de 2025

Assembleia do CONSER Leste 2 termina com discussões e deliberações concluídas


A Assembleia do Conselho Episcopal Regional – CONSER Leste 2 foi encerrada nesta quinta-feira, 12 de junho, após quatro dias de encontro com os bispos do Estado de Minas Gerais. O encontro teve início no dia 9 de junho, e sua última celebração foi presidida por Dom José Carlos de Souza Campos, presidente do Regional.

Durante sua homilia, Dom José Carlos destacou o papel do Espírito Santo na missão evangelizadora da Igreja. Em suas palavras:

“Pensar o que é bom e contar com o Espírito Santo, que é o protagonista da evangelização. Revelar mistagogicamente o rosto de Cristo e levar as pessoas a este encontro com Ele. À luz do Evangelho, não basta não matar; há um convite a mergulhar no processo de evangelização que leve à conversão… mergulhar no coração do Evangelho.”

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, bispo de Guanhães, também fez uma breve reflexão sobre os dias de convivência e escuta entre os bispos:

“O CONSER nos ajuda a caminhar de forma sinodal e colegiada, partilhando alegrias e tristezas, angústias e esperanças, enquanto buscamos juntos respostas e caminhos para os muitos desafios que enfrentamos.”

Após a celebração da Santa Missa, outros assuntos internos foram pautados e deliberados, encerrando oficialmente o CONSER 2025.

 

Fonte:Regional Leste 2

terça-feira, 10 de junho de 2025

Assembleia do Conselho Episcopal Regional – CONSER Leste 2 tem início em Belo Horizonte


Teve início na tarde de segunda-feira, 9 de junho, na Casa Mãe Acolhedora, em Belo Horizonte (MG), a Assembleia do Conselho Episcopal Regional – CONSER Leste 2. O encontro, promovido pela CNBB Regional Leste 2, segue até o dia 12.

O tema central da assembleia é “O ministério do diaconato permanente”, com assessoria de Dom Valter Magno de Carvalho, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador (BA) e recém-nomeado bispo da Diocese de Ituiutaba (MG).

Durante os dias do encontro, também serão abordados outros temas, como as “Pontifícias Obras Missionárias”, com assessoria da Irmã Regina da Costa Pedro, diretora das POM, além de outros assuntos de caráter interno. Haverá ainda a eleição para o novo bispo presidente da Comissão para a Comunicação do Regional Leste 2.







FONTE: Regional Leste 2

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Mensagem do nosso no Bispo Diocesano Dom Valter Magno à Diocese de Ituiutaba

 


Papa Leão XIV aceita pedido de renúncia de dom Andreassa e nomeia dom Valter Magno como novo bispo de Ituiutaba (MG)


O Papa Leão XIV acolheu nesta quinta-feira, 22 de maio, o pedido de renúncia apresentado por dom Irineu Andreassa, da Ordem dos Frades Menores (OFM), ao governo da diocese de Ituiutaba (MG). Vai suceder a dom Irineu o bispo titular de “Giufi” e auxiliar na arquidiocese de São Salvador da Bahia, dom Valter Magno de Carvalho. A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou mensagem de agradecimento ao agora bispo emérito e saudação ao bispo que assumirá nova missão.  

Saudação ao novo Bispo de Ituiutaba 

Estimado irmão, Dom Valter Magno de Carvalho, 

Recebemos, com alegria, a notícia de sua nomeação como novo Bispo da Diocese de Ituiutaba, em Minas Gerais. Ao mesmo tempo agradecemos ao Papa Leão XIV por esta nomeação para esta Igreja Particular do regional Leste 2 da CNBB.

Em sintonia com o seu lema episcopal “In Verbo Tuo” (Em atenção à Tua Palavra), ressaltamos um trecho da primeira Audiência Geral do Papa Leão XIV, da quarta-feira, 21 de maio, no qual  refletindo sobre as parábolas, afirma que “Deus nos ama assim: não espera que nos tornemos o melhor solo, Ele nos dá sempre generosamente a Sua palavra”.

Agradecidos por sua disponibilidade em servir à Igreja como seu pastor, desejamos que seu governo pastoral produza bons frutos nesta Igreja Particular. Confiamos seu ministério e a sua nova missão à intercessão de São José, padroeiro da diocese Ituiutaba. 

Em Cristo,  

Dom Jaime Cardeal Spengler 
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB 

Dom João Justino de Medeiros da Silva 
Arcebispo de Goiânia (GO)
1º Vice- Presidente da CNBB 

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa 
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
2º Vice-Presidente da CNBB 

Dom Ricardo Hoepers 
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB 

 

Biografia e trajetória eclesial

Nascido em 22 de fevereiro de 1973, em Capela Nova (MG) -, dom Valter Magno de Carvalho é o primeiro dos seis filhos de Antônio Evangelista de Carvalho e Ester Luzia de Carvalho.

Iniciou os estudos na escola estadual Urquisa Diniz Chagas, distrito de Palmital dos Carvalhos, Senhora dos Remédios (MG). Depois passou a estudar em Carandaí (MG), na escola estadual Deputado Patrús de Souza e na escola municipal Abeilard Pereira. Ingressou no seminário menor Nossa Senhora da Assunção, da arquidiocese de Mariana (MG) no ano de 1989. Em 1991 ingressou no seminário maior São José da mesma Arquidiocese, onde cursou Filosofia e Teologia. Obteve o bacharelado em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (MG). Foi ordenado presbítero no dia 23 de agosto de 1997, em Palmital dos Carvalhos (MG).

Ao longo dos 23 anos de sacerdócio exerceu diversos ofícios na arquidiocese de Mariana: diretor da Comunidade do Propedêutico; assessor arquidiocesano da Pastoral Familiar; administrador da Paróquia São Sebastião, em Correia de Almeida; pároco da paróquia São José Operário, em Barbacena; coordenador do Curso de Teologia para leigos, em Barbacena; pároco da paróquia Nossa Senhora das Mercês, em Mercês; pároco da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, em Barbacena; vigário episcopal; reitor do Seminário Maior São José e diretor da Escola Diaconal São Lourenço.

Na arquidiocese de Mariana, quando era padre, dom Valter participou dos seguintes organismos: Conselho de Formadores do seminário maior São José; Colégio dos Consultores; Conselho Presbiteral; Conselho Arquidiocesano de Assuntos Econômicos; Conselho Arquidiocesano de Pastoral; Conselho Curador da Fundação Marianense de Educação; Conselho Curador da Fundação Cultural e Educacional da Arquidiocese de Mariana e Diretoria da Escola Diaconal São Lourenço.

Nomeado pelo Papa Francisco bispo titular de “Giufi” e auxiliar da arquidiocese de São Salvador da Bahia, no dia 4 de novembro de 2020, dom Valter escolheu como lema episcopal: “In Verbo Tuo” (Em atenção à Tua Palavra). A Ordenação Episcopal aconteceu em 23 de janeiro de 2021, na basílica de São José Operário, em Barbacena (MG). A missa de apresentação na arquidiocese de Salvador foi realizada no dia 6 de fevereiro do mesmo ano.

  


Agradecimento da CNBB a Dom Irineu Andreassa

 Estimado irmão, Dom Irineu Andreassa, 

Ao receber a notícia de que o Santo Padre, o Papa Leão XIV, aceitou seu pedido de renúncia ao governo pastoral da Diocese de Ituiutaba, em Minas Gerais, cabe-nos estender nosso reconhecimento e gratidão pela doação de seu ministério episcopal à Igreja.

São 16 anos de episcopado cuja história e vida se misturam à história das dioceses de Lajes e Ituiutaba. Como pastor, o senhor deixou um legado de cuidado e atenção aos mais pobres e de fortalecimento dos laços de fraternidade. Sua atuação na formação de lideranças, na promoção da paz e na defesa dos valores cristãos inspirou e continua a inspirar muitos fiéis e comunidades.

Neste momento em que se torna bispo emérito, rogamos à Mãe Aparecida que o acompanhe nesta nova etapa de sua vida, certos de que sua missão continuará a iluminar o caminho de muitos fiéis. 

Em Cristo, 

Dom Jaime Cardeal Spengler 
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB 

Dom João Justino de Medeiros da Silva 
Arcebispo de Goiânia (GO)
1º Vice- Presidente da CNBB 

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa 
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
2º Vice-Presidente da CNBB 

Dom Ricardo Hoepers 
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB 

 

 

Biografia e trajetória eclesial

Dom Irineu Andreassa nasceu em 15 de dezembro de 1949 em Iacri, na diocese de Marília, no Estado de São Paulo. Depois de ter estudado Filosofia e Teologia no Instituto Franciscano Sagrado Coração de Jesus em Petrópolis, fez a profissão religiosa na Ordem dos Franciscanos dos Frades Menores em 30 de setembro de 1977. Sua ordenação sacerdotal foi em 16 de dezembro de 1978.

Como padre, dom Irineu exerceu seu ministério na arquidiocese de Ribeirão Preto e nas dioceses de Barretos, Franca, Jaboticabal e Marília. Ele foi nomeado bispo de Lages em 11 de novembro de 2009, no pontificado de Bento XVI, e recebeu a ordenação episcopal em 24 de janeiro de 2010. No dia 30 de novembro de 2016 foi nomeado, pelo Papa Francisco, como bispo para a diocese de Ituiutaba (MG).


Fonte: NUNCIATURA APOSTÓLICA NO BRASIL  E  CNBB


segunda-feira, 19 de maio de 2025

V Domingo de Páscoa – Celebração Eucarística para o Início do Ministério Petrino do Bispo de Roma Leão XIV

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

IMPOSIÇÃO DO PÁLIO E ENTREGA DO ANEL DO PESCADOR
PARA O INÍCIO DO MINISTÉRIO PETRINO DO BISPO DE ROMA

CAPELA PAPAL

HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV

Praça de São Pedro
V Domingo de Páscoa, 18 de maio de 2025


Queridos irmãos Cardeais,
Irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Distintas Autoridades e Membros do Corpo Diplomático!
Saúdo os peregrinos que vieram para o Jubileu das Irmandades!
Irmãos e irmãs,

no início do ministério que me foi confiado, a todos cumprimento com o coração cheio de gratidão. Escreveu Santo Agostinho: «Fizeste-nos para Vós, [Senhor,] e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós» (Confissões, 1,1.1).

Nos últimos dias, vivemos tempos particularmente intensos. A morte do Papa Francisco encheu os nossos corações de tristeza e, naquelas horas difíceis, sentimo-nos como as multidões que o Evangelho diz serem «como ovelhas sem pastor» (Mt 9, 36). No entanto, precisamente no dia de Páscoa, recebemos a sua última bênção e, à luz da ressurreição, enfrentámos este momento na certeza de que o Senhor nunca abandona o seu povo, mas congrega-o quando se dispersa e guarda-o «como o pastor ao seu rebanho» (Jr 31, 10).

Neste espírito de fé, o Colégio Cardinalício reuniu-se para o Conclave. Chegando com histórias diferentes e a partir de caminhos diversos, colocámos nas mãos de Deus o desejo de eleger o novo sucessor de Pedro, o Bispo de Roma, um pastor capaz de guardar o rico património da fé cristã e, ao mesmo tempo, de olhar para longe, para ir ao encontro das interrogações, das inquietações e dos desafios de hoje. Acompanhados pela vossa oração, sentimos a ação do Espírito Santo, que soube harmonizar os diferentes instrumentos musicais e fez vibrar as cordas do nosso coração numa única melodia.

Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vós como um irmão que deseja fazer-se servo da vossa fé e da vossa alegria, percorrendo convosco o caminho do amor de Deus, que nos quer a todos unidos numa única família.

Amor e unidade: estas são as duas dimensões da missão que Jesus confiou a Pedro.

É o que nos narra o trecho do Evangelho, que nos leva ao lago de Tiberíades, o mesmo onde Jesus iniciou a missão recebida do Pai: “pescar” a humanidade, resgatando-a das águas do mal e da morte. Ao passar pela margem daquele lago, chamou Pedro e os outros primeiros discípulos para serem como Ele, “pescadores de homens”, e agora, após a ressurreição, cabe-lhes precisamente a eles levar em frente esta missão, lançar sempre e novamente a rede imergindo nas águas do mundo a esperança do Evangelho, e navegar no mar da vida para que todos se possam reencontrar no abraço de Deus.

Como pode Pedro levar adiante essa tarefa? O Evangelho diz-nos que isso só é possível porque ele experimentou na própria vida o amor infinito e incondicional de Deus, mesmo na hora do fracasso e da negação. Por isso, quando Jesus se dirige a Pedro, o Evangelho usa o verbo grego agapao, que se refere ao amor que Deus tem por nós, à sua entrega sem reservas nem cálculos, diferente do usado na resposta de Pedro, que descreve o amor de amizade que cultivamos entre nós.

Quando Jesus pergunta a Pedro – «Simão, filho de João, tu amas-me?» (Jo 21, 16) – refere-se ao amor do Pai. É como se Jesus lhe dissesse: só se conheceste e experimentaste este amor de Deus, que nunca falha, poderás apascentar as minhas ovelhas; só no amor de Deus Pai poderás amar os teus irmãos com «algo mais», isto é, oferecendo a vida por eles.

A Pedro, portanto, é confiada a tarefa de «amar mais» e dar a sua vida pelo rebanho. O ministério de Pedro é marcado precisamente por este amor oblativo, porque a Igreja de Roma preside na caridade e a sua verdadeira autoridade é a caridade de Cristo. Não se trata nunca de capturar os outros com a prepotência, com a propaganda religiosa ou com os meios do poder, mas trata-se sempre e apenas de amar como fez Jesus.

Ele é – afirma o próprio apóstolo Pedro – "a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se transformou em pedra angula" (At 4, 11). E se a pedra é Cristo, Pedro deve apascentar o rebanho sem nunca ceder à tentação de ser um líder solitário ou um chefe colocado acima dos outros, tornando-se dominador das pessoas que lhe foram confiadas (cf. 1 Pe 5, 3); pelo contrário, é-lhe pedido que sirva a fé dos irmãos, caminhando com eles: todos nós, com efeito, somos «pedras vivas» (1 Pe 2, 5), chamados pelo nosso Batismo a construir o edifício de Deus na comunhão fraterna, na harmonia do Espírito, na convivência das diversidades. Como afirma Santo Agostinho: "A Igreja é constituída por todos aqueles que mantêm a concórdia com os irmãos e que amam o próximo" (Sermão 359, 9).

Irmãos e irmãs, gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado.

No nosso tempo, ainda vemos demasiada discórdia, demasiadas feridas causadas pelo ódio, a violência, os preconceitos, o medo do diferente, por um paradigma económico que explora os recursos da Terra e marginaliza os mais pobres. E nós queremos ser, dentro desta massa, um pequeno fermento de unidade, comunhão e fraternidade. Queremos dizer ao mundo, com humildade e alegria: Olhai para Cristo! Aproximai-vos d’Ele! Acolhei a sua Palavra que ilumina e consola! Escutai a sua proposta de amor para vos tornardes a sua única família. No único Cristo somos um. E este é o caminho a percorrer juntos – entre nós, mas também com as Igrejas cristãs irmãs, com aqueles que percorrem outros caminhos religiosos, com quem cultiva a inquietação da busca de Deus, com todas as mulheres e todos os homens de boa vontade – para construirmos um mundo novo onde reine a paz.

Este é o espírito missionário que nos deve animar, sem nos fecharmos no nosso pequeno grupo nem nos sentirmos superiores ao mundo; somos chamados a oferecer a todos o amor de Deus, para que se realize aquela unidade que não anula as diferenças, mas valoriza a história pessoal de cada um e a cultura social e religiosa de cada povo.

Irmãos, irmãs, esta é a hora do amor! A caridade de Deus, que faz de nós irmãos, é o coração do Evangelho e, com o meu predecessor Leão XIII, podemos hoje perguntar-nos: "Não se veria em breve prazo estabelecer-se a pacificação, se estes ensinamentos pudessem vir a prevalecer nas sociedades?" (Carta enc. Rerum novarum, 14)

Com a luz e a força do Espírito Santo, construamos uma Igreja fundada no amor de Deus e sinal de unidade, uma Igreja missionária, que abre os braços ao mundo, que anuncia a Palavra, que se deixa inquietar pela história e que se torna fermento de concórdia para a humanidade.

Juntos, como único povo, todos irmãos, caminhemos ao encontro de Deus e amemo-nos uns aos outros.

  Fonte: Vaticano