quarta-feira, 29 de junho de 2022

Dom Joel Portella comenta adesão da CNBB à Campanha “Vacina Mais”


 

CNBB ADERE A CAMPANHA PARA INCENTIVAR OS BRASILEIROS AO CUIDADO COM A VACINAÇÃO


Foi lançada, nesta quarta-feira, 29 de junho, a campanha “Vacina Mais”, com o intuito de incentivar os brasileiros ao cuidado com a vacinação, uma vez que os índices de cobertura vacinal no país têm caído nos últimos anos. A iniciativa é do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), com apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de dezenas de outras entidades. 

Em vídeo, especialmente gravado para a campanha, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, chama a atenção para a importância do ato de vacinar definido por ele como um gesto de compromisso e amor pela vida. 

“O Brasil tem uma história muito rica de vacinação, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos vem provando isto ao longo dos anos”, disse. 

Dom Joel chama a atenção para o fato de que doenças que haviam sido erradicadas estão voltando e que a responsabilidade pela vacinação é de todos, dos governos e também de cada cidadão. 

Durante o lançamento da campanha, a representante da OPAS/OMS, Socorro Gross, ressaltou que a vacinação mantém a população saudável e ajuda a eliminar doenças, como já foi possível perceber em países do continente americano em relação a doenças como poliomielite (em 1994), rubéola e síndrome da rubéola congênita (em 2015) e tétano neonatal (em 2017). 

“Neste momento, essa campanha de vacinação nos permite trabalhar juntos para reconquistar novamente essas altas coberturas de vacinação de rotina. Precisamos também lembrar que ainda temos pessoas que não tem a cobertura de vacinação completa das vacinas de covid-19, da gripe, vacinas que são seguras, que estão disponíveis, vacinas que vão proteger você, as nossas famílias e comunidades. E assim também podemos acabar com a pandemia”, destacou. 

Vacinação como caminho de vencer doenças

Dado que a vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, custo-efetivas e que salvam vidas, o objetivo da campanha é unir esforços para conscientizar a população do Brasil sobre a importância de aumentar a cobertura vacinal. Com isso, será possível prevenir mais de 30 doenças potencialmente mortais e proteger gerações inteiras de famílias e comunidades ao longo de todo o curso de vida. 

Segundo os organizadores da iniciativa, a alta taxa de cobertura vacinal, que sempre foi uma característica reconhecida no Brasil e responsável pelo controle e eliminação dessas e de outras doenças, vem caindo nos últimos anos e deixando milhões de pessoas em risco. 

Dados do Ministério da Saúde apontam que, de 2015 a 2021, o número de crianças vacinadas com a primeira dose contra a poliomielite caiu de 3.121.912 para 2.089.643. Já para a terceira dose, no mesmo período, os números reduziram de 2.845.609 para 1.929.056. 

A imunização insuficiente também resultou no retorno do sarampo ao Brasil. O país havia ficado livre da transmissão autóctone (que ocorre dentro do território nacional) do vírus causador dessa doença em 2016. Porém, a combinação de casos importados de sarampo com a baixa cobertura vacinal levou o Brasil a ter um surto, que desde 2018 tirou a vida de 40 pessoas, principalmente crianças. 


A campanha “Vacina Mais” deve ser instrumento para a melhoria desse cenário ao somar-se aos esforços que vêm sendo realizados a nível comunitário por gestores e trabalhadores de saúde. Serão oferecidas informações claras, de forma atraente e precisa a diferentes públicos sobre a segurança, importância e efetividade de todas as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Calendário Nacional de Vacinação. 

Dessa forma, pretende-se motivar a população do país a se vacinar mais, mantendo a vacinação de rotina em dia e tomando todas as doses necessárias das vacinas contra COVID-19 e influenza, de modo a protegerem a si mesmas e aos outros. 

PNI

O Brasil é um dos poucos países no mundo que oferecem um extenso rol de vacinas gratuitas à sua população. A iniciativa dos conselhos e da OPAS busca fortalecer o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que em 2023 completará meio século de serviço para a população do país e, a cada ano, se consolida como uma das principais intervenções brasileiras em saúde pública. 

O PNI conta com vacinas para mais de 30 doenças, disponibiliza cerca de 300 milhões de doses anualmente e tem cerca de 38 mil salas de vacinação distribuídas pelo território nacional para que as pessoas possam se imunizar e exercer seu direito à saúde e à vida.

Fonte: CNBB

 

 

 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Vídeo em memória das atividades na pandemia

Com o surgimento da Covid‐19, provocada pelo coronavírus, foi necessário que o Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se adaptasse rapidamente.

A continuidade da articulação entre as Pastorais, Movimentos e Organismos possibilitou que diversas atividades on-line acontecessem entre abril de 2020 e dezembro de 2021.

Assista a seguir um vídeo produzido pelo Regional Leste 2 que faz memória aos trabalhos realizados durante o período.

 



 

CNBB EXPRESSA SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS DE BRUNO PEREIRA E DOM PHILLIPS, COBRA ESCLARECIMENTO E RESPONSABILIZAÇÃO SOBRE AS MORTES E CUIDADO COM A AMAZÔNIA

 

Nota da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) expressa sua solidariedade às famílias do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, aguarda o esclarecimento total do ocorrido e exige a responsabilização dos envolvidos. Não se pode aceitar a agressão ao ser humano, o desrespeito ao meio ambiente e à nossa Casa Comum, nem o encobrimento da verdade e da justiça.

Essas mortes integram a lista de dramas vividos na região amazônica como bem expressou o Papa Francisco na exortação apostólica pós sinodal “Querida Amazônia” dirigida à atuação da Igreja no bioma. No documento, o Santo Padre aponta que “os interesses colonizadores que, legal e ilegalmente, fizeram – e fazem – aumentar o corte de madeira e a indústria minerária e que foram expulsando e encurralando os povos indígenas, ribeirinhos e afrodescendentes, provocam um clamor que brada ao céu”.

Fiéis ao Sucessor de Pedro, reafirmamos os sonhos expressos para a região, conforme manifestados pelo Papa Francisco em sua exortação: “Sonho com uma Amazônia que lute pelos direitos dos mais pobres, dos povos nativos, dos últimos, de modo que a sua voz seja ouvida e sua dignidade promovida; Com uma Amazônia que preserve a riqueza cultural que a caracteriza e na qual brilha de maneira tão variada a beleza humana; Que guarde zelosamente a sedutora beleza natural que a adorna, a vida transbordante que enche os seus rios e as suas florestas; Com comunidades cristãs capazes de se devotar e encarnar de tal modo na Amazônia, que deem à Igreja rostos novos com traços amazônicos”.

Em Cristo,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

 

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

 

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

 


sábado, 1 de janeiro de 2022

FELIZ ANO NOVO - 2022


 

PAPA FRANCISCO na solenidade da Mãe de Deus - 1º de janeiro de 2022

 


Papa: o olhar materno é o caminho para renascer. Ferir uma mulher é ultrajar a Deus

A homilia do Papa Francisco na missa na Solenidade de Maria Santíssima é uma homenagem a todas as mães e mulheres. “Há necessidade de pessoas capazes de tecer fios de comunhão, que contrastem os numerosos fios de arame farpado das divisões.”

Bianca Fraccalvieri – Vatican News

O ano novo começa sob o signo de Maria, com o Papa Francisco presidindo à celebração eucarística na Basílica Vaticana.

Na Solenidade da Mãe de Deus, o Pontífice dedicou sua homilia a Maria e a todas as mães que, como ela, suportam o “escândalo da manjedoura”.

Esta foi a expressão usada por Francisco para falar do nascimento de Jesus. O Filho de Deus nasce sem nenhuma via preferencial, nem sequer um berço! Como então harmonizar o trono do rei e a pobre manjedoura? Como conciliar a glória do Altíssimo e a miséria de um estábulo?

“Que há de mais duro, para uma mãe, do que ver o seu filho sofrer a miséria?”

Escândalos da manjedoura

E mesmo assim, Maria – diz o Evangelho – guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração» (Lc 2, 19). As adversidades, aliás, têm o poder de fazer amadurecer a fé e também nós temos que lidar com “escândalos da manjedoura”, com o choque entre expectativa e realidade.

Mas hoje a Mãe de Deus nos ensina a tirar proveito deste choque, pois não se pode ressuscitar sem cruz. “É como um parto doloroso, que dá vida a uma fé mais madura.”

Para superar o choque entre o ideal e o real, é preciso fazer como Maria: guardar e meditar. Aceitar e superar, como fazem as mães mundo afora:

“Este olhar inclusivo, que supera as tensões guardando e meditando no coração, é o olhar das mães; é o olhar com que muitas mães abraçam as situações dos filhos. É um olhar concreto, que não se deixa condicionar pelo desconsolo nem se deixa paralisar perante os problemas, mas os coloca num horizonte mais amplo.”

O Papa cita as mães que assistem um filho doente ou em dificuldade: “Quanto amor há nos seus olhos, banhados de lágrimas, que ao mesmo tempo sabem inspirar motivos de esperança!”

É isto que fazem as mães: sabem superar obstáculos e conflitos, sabem infundir a paz. “Há necessidade de pessoas capazes de tecer fios de comunhão, que contrastem os numerosos fios de arame farpado das divisões.”

O novo ano começa sob o signo da Mãe

Francisco então indica o modelo a seguir:

“O olhar materno é o caminho para renascer e crescer. As mães, as mulheres olham o mundo não para o explorar, mas para que tenha vida.”

E enquanto as mães dão a vida e as mulheres guardam o mundo, o apelo do Papa é para que todos se empenhem em promover as mães e proteger as mulheres.

“Quanta violência existe contra as mulheres! Basta! Ferir uma mulher é ultrajar a Deus, que tomou de uma mulher a humanidade”

“No início do Ano Novo, coloquemo-nos sob a proteção desta mulher, a Mãe de Deus, que é nossa mãe. Que Ela nos ajude a guardar e meditar tudo, sem ter medo das provações, na jubilosa certeza de que o Senhor é fiel e sabe transformar as cruzes em ressurreições”, foram os votos do Pontífice.


VATICAN NEWS

Assista ao vídeo motivador da 1ª Jornada de Oração e Missão de 2022: