DIOCESE DE ITUIUTABA - (Dioecesis Ituiutabensis) - A Diocese de Ituiutaba é uma divisão territorial da Igreja Católica no Estado de Minas Gerais. Sua sede é o município de Ituiutaba. Foi criada em 16 de outubro de 1982 pelo Papa São João Paulo II pela Bula Quo Melius, que quer dizer: Quanto Melhor, de 16 de outubro de 1982. A Diocese de Ituiutaba tem uma área de 22.397,8 Km².
segunda-feira, 12 de abril de 2021
quarta-feira, 24 de março de 2021
COMISSÃO PARA A LITURGIA OFERECE ORIENTAÇÕES PARA A SEMANA SANTA 2021
A Comissão
Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) divulgou orientações e sugestões para a Semana Santa deste ano de 2021.
O documento oferece indicações frente às exigências sanitárias no contexto da
pandemia da Covid-19, as quais interferem “de maneira extraordinária no modo de
bem celebrarmos esses sagrados dias”.
“Novamente esta Semana Maior, a Semana Santa, será
celebrada no contexto da pandemia da COVID – 19, que desde o ano passado nos
obrigou a elaborar e adotar normas e práticas de segurança sanitárias que
buscassem garantir a defesa e a conservação da vida de nossos fiéis, pelo
cuidado com a não disseminação do vírus em nossas celebrações litúrgicas”,
afirma o bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão para a Liturgia da
CNBB, dom Edmar Peron.
A decisão em dar as
orientações surgiu na reunião virtual da Comissão no último dia 10 de março. Na
ocasião, os membros consideraram importante oferecer aos bispos, “primeiros
responsáveis pela vida litúrgica de suas Igrejas Particulares”, as indicações
que levam em consideração as orientações litúrgicas divulgadas
em maio do ano passado pela própria comissão, bem como pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos,
em fevereiro de 2020.
Orientações
Para o Domingo de
Ramos, as principais orientações indicam que sejam evitadas procissões; que a
celebração seja feita com a segunda fórmula prevista pelo Missal Romano, dentro
das igrejas; e que os fiéis sejam exortados a levar para a missa os seus
próprios ramos.
A Missa do Crisma
poderá ser celebrada, a juízo do bispo diocesano, na medida do possível, com
uma representação de “pastores, ministros e fiéis”, na quinta-feira santa pela
manhã ou em outro dia, preferencialmente ainda dentro do Tempo Pascal.
Para a Missa da
Ceia do Senhor, a Comissão para a Liturgia orienta que seja omitido o Rito do
Lava-pés, bem como a transladação do Santíssimo Sacramento, que deve ser
conservado no tabernáculo.
O documento também
oferece a mesma oração do ano passado para a intenção particular que pode ser
inserida na Oração Universal durante a Celebração da Sexta-feira Santa. Para a
Adoração da Santa Cruz, “seja utilizada a genuflexão simples ou outro gesto
apropriado, evitando a utilização do beijo ou qualquer outro contato físico”.
“Concebidas para tempos normais, as normas e
diretrizes contidas nos livros litúrgicos não são inteiramente aplicáveis em
tempos excepcionais de crise como estes. Portanto, o Bispo, como moderador da
vida litúrgica na sua Igreja, é chamado a tomar decisões prudentes para que as
celebrações litúrgicas se desenvolvam frutuosamente para o Povo de Deus e para
o bem das almas que lhe são confiadas, no respeito da salvaguarda da saúde e
das prescrições das autoridades responsáveis pelo bem comum”
A Comissão
Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB recorda a encíclica Fratelli Tutti e
deseja que a celebração do Mistério da Páscoa “reafirme aquela esperança ousada
que sabe olhar para além das comodidades pessoais, das pequenas seguranças e compensações
que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida
mais bela e digna’. Caminhemos na esperança!” (Fratelli Tutti, n. 55).
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
ABERTURA CFE: DOM JOEL PEDE PARA QUE A CELEBREMOS COM O CORAÇÃO ABERTO, AFASTANDO O QUE DIVIDE E BUSCANDO SEMPRE A UNIDADE
A abertura simbólica e virtual da quinta edição da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE), uma realização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), aconteceu nesta Quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro.
O lançamento virtual foi uma escolha das entidades
promotoras da Campanha como forma de prevenção da Covid-19. Como constava
na programação, às 10h houve a divulgação de um vídeo, por meio das redes
sociais da CNBB, com pronunciamentos de representantes das Igrejas que compõem
o Conic. Também houve a apresentação da mensagem do Papa Francisco sobre a CFE e a
quaresma.
No vídeo, dom Joel Portella Amado (secretário-geral da
CNBB) acolheu e saudou a todos e, especialmente, a memória dos mais de duzentos
e trinta mil irmãos e irmãs que o coronavírus levou de nosso convívio. “A esses
e essas, nossa saudade e nosso compromisso por lutarmos até onde for possível
para que essa pandemia encontre o seu término e sejamos capazes de construir um
mundo eminentemente marcado pela fraternidade”, disse dom Joel.
“É certo que a fraternidade exige presença, contato,
convívio. Mas, exige também maturidade suficiente para podermos viver o
distanciamento quando, por razões que nos ultrapassam, ele se faz necessário”,
disse o bispo.
Dom Joel enfatizou, no vídeo, que esta Campanha da
Fraternidade traz consigo um significado que não podemos perder, que não
podemos deixar morrer, sufocar, abafar. “Perplexas pela pandemia, as Igrejas
que compõem o CONIC, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, e algumas Igrejas
observadoras uniram-se e identificaram no tema do diálogo a mensagem
que nosso tempo necessita”, disse.
Segundo o bispo, é triste ver que nosso tempo vem
apresentando a marca das radicalizações, das polarizações, com o desrespeito às
pessoas, em especial as mais simples, as mais fragilizadas. “Nosso tempo
necessita que radicalizemos a fraternidade e a comunhão, a solidariedade e a
partilha”.
O que é o diálogo?
Ainda, em seu depoimento, dom Joel afirmou que não se
trata, por certo, de querer que todos pensem do mesmo modo, pois Deus não nos
criou clones. “Trata-se, porém, de perceber que a diferença é convite ao
encontro, encontro que se faz exatamente através do diálogo”.
É por isso, de acordo com ele, que a Campanha da
Fraternidade desse ano, Campanha da Fraternidade Ecumênica, tem como tema não
um ou outro aspecto da realidade humana, social, religiosa, econômica ou
política.
“Ela une tudo isso e chega aos fundamentos maiores, ou,
como costumamos dizer, aos fundamentos últimos do modo como estamos organizando
o mundo atualmente. E o mundo não pode ser organizado a partir da separação, da
divisão, do sectarismo, das polarizações, da destruição nem muito menos da
morte, que é a consequência de tudo isso”.
O secretário-geral da CNBB também afirmou que a fé nos
ensina de onde vem a divisão. “Ela nos mostra quem é o divisor. Ao contrário,
como nos diz a carta aos Efésios, o Senhor Jesus Cristo uniu, formou um único
povo, ainda que as diferenças permaneçam. A Campanha da Fraternidade Ecumênica
desse ano nos recorda, a partir da Carta aos Efésios, que Cristo derrubou os
muros, ou seja, as razões que o pecado faz surgir para a separação”, disse.
Dom Joel pediu para que não nos esqueçamos de que o tema
do diálogo se encontra em linha de continuidade com a Campanha da Fraternidade
de 2020. “Ano passado, nós fomos convidados a encontrar caminhos para superar a
indiferença e construir relações baseadas no cuidado. E essa construção se
dá exatamente por meio do diálogo, da busca em comum, envolvendo partilha de
ideias, escuta e discernimento”.
“Por isso, irmãs e irmãos, celebremos mais uma Campanha
da Fraternidade, neste ano, uma Campanha da Fraternidade Ecumênica, com o
coração aberto, afastando o que divide e buscando sempre a unidade. Onde a
dificuldade se fizer presente, façamos do diálogo nosso caminho de solução.
Diante da pandemia do coronavírus, o mundo busca vacinas. Diante dos impasses
da vida, onde as radicalizações e polarizações se manifestam, vacinemo-nos com
o diálogo. Esse o Bom Deus não deixa faltar não”.
Após a exibição do vídeo, jornalistas credenciados
puderam participar de uma entrevista coletiva com representantes das igrejas
por meio da plataforma Zoom.
A CFE
Neste ano, o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica
é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e
o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez
uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios,
capítulo 2, versículo 14.
Realizada pela CNBB todos os anos no tempo da Quaresma,
período de 40 dias que antecede a Páscoa, a Campanha da Fraternidade de 2021 é
promovida de forma ecumênica, ou seja, em parceria entre várias Igrejas
Cristãs. A CFE 2021 quer convidar os cristãos e pessoas de boa vontade a
pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações
e das violências que marcam o mundo atual. Tudo isso através do diálogo amoroso
e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de
Cristo.
Gesto concreto
A Campanha da Fraternidade tem como gesto concreto a
Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos nas comunidades
de todo o Brasil. Os recursos são destinados aos Fundos Diocesanos e Nacional
da Solidariedade, os quais apoiam projetos sociais relacionados à temática da
campanha. Em 2019, o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) distribuiu a quantia
de R$3.814.139,81, atendendo a mais de 230 projetos. Em 2020, por causa da
pandemia, não ocorreu arrecadação. Conheça
alguns projetos apoiados pelo FNS.
Histórico
A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) tem sido
realizada, em média, a cada cinco anos. A iniciativa congrega diversas
denominações cristãs, sempre de forma ecumênica, valorizando as riquezas em
comum entre as igrejas. Desde 2000, abordou os seguintes temas:
2000 – Tema “Dignidade humana e paz” e lema “Novo milênio
sem exclusões”;
2005 – Tema “Solidariedade e paz” e lema “Felizes os que
promovem a paz”;
2010 – Tema “Economia e Vida” e lema “Vocês não podem
servir a Deus e ao dinheiro”;
2016 – Tema “Casa Comum, nossa responsabilidade” (tratou
do meio ambiente e saneamento básico) e lema “Quero ver o direito brotar como
fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.
O Papa na mensagem para a Quaresma: cuidar de quem sofre por causa da Covid-19
O Pontífice convida a renovar a nossa fé, “neste tempo de conversão”, a obter “a «água viva» da esperança” e receber “com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo”.
Foi divulgada, nesta sexta-feira (12/02), a a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma deste ano sobre
o tema “Vamos subir a Jerusalém. Quaresma: tempo para renovar fé, esperança e
caridade”.
O Pontífice convida a renovar a nossa fé, “neste tempo de
conversão”, a obter “a «água viva» da esperança” e receber “com o coração
aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo”.
Francisco recorda que “na noite de Páscoa, renovaremos as promessas do nosso
Batismo, para renascer como mulheres e homens novos por obra e graça do
Espírito Santo. Entretanto o itinerário da Quaresma, como aliás todo o caminho
cristão, já está inteiramente sob a luz da Ressurreição que anima os
sentimentos, atitudes e opções de quem deseja seguir a Cristo”.
Quem jejua faz-se pobre com os pobres
“O jejum, a oração e a esmola, tal como são apresentados
por Jesus na sua pregação, são as condições para a nossa conversão e sua
expressão”, ressalta o Papa na mensagem.
De acordo com Francisco, o “jejum, vivido como
experiência de privação, leva as pessoas que o praticam com simplicidade de
coração a redescobrir o dom de Deus e a compreender a nossa realidade de
criaturas que, feitas à sua imagem e semelhança, n'Ele encontram plena
realização. Ao fazer experiência duma pobreza assumida, quem jejua faz-se pobre
com os pobres e «acumula» a riqueza do amor recebido e partilhado. Jejuar significa
libertar a nossa existência de tudo o que a atravanca, inclusive da saturação
de informações, verdadeiras ou falsas, e produtos de consumo, a fim de abrirmos
as portas do nosso coração Àquele que vem a nós pobre de tudo, mas «cheio de
graça e de verdade»: o Filho de Deus Salvador”.
Dizer palavras de incentivo
"No contexto de preocupação em que vivemos
atualmente onde tudo parece frágil e incerto, falar de esperança poderia
parecer uma provocação. O tempo da Quaresma é feito para ter esperança, para
voltar a dirigir o nosso olhar para a paciência de Deus, que continua cuidando
de sua Criação, não obstante nós a maltratamos com frequência."
O Pontífice convida no tempo da Quaresma, a estarmos
“mais atentos em «dizer palavras de incentivo, que reconfortam, consolam,
fortalecem, estimulam, em vez de palavras que humilham, angustiam, irritam,
desprezam». Às vezes, para dar esperança, basta ser «uma pessoa amável, que
deixa de lado as suas preocupações e urgências para prestar atenção, oferecer
um sorriso, dizer uma palavra de estímulo, possibilitar um espaço de escuta no
meio de tanta indiferença».”
“No recolhimento e oração silenciosa, a esperança nos é
dada como inspiração e luz interior, que ilumina desafios e opções da nossa
missão; por isso mesmo, é fundamental recolher-se para rezar e encontrar, no
segredo, o Pai da ternura”, ressalta o Papa.
Tempo para crer, esperar e amar
“A caridade se alegra ao ver o outro crescer; e de igual
modo sofre quando o encontra na angústia: sozinho, doente, sem abrigo, desprezado,
necessitado. A caridade é o impulso do coração que nos faz sair de nós mesmos
gerando o vínculo da partilha e da comunhão. «A partir do “amor social”, é
possível avançar para uma civilização do amor a que todos nos podemos sentir
chamados. Com o seu dinamismo universal, a caridade pode construir um mundo
novo, porque não é um sentimento estéril, mas o modo melhor de alcançar vias
eficazes de desenvolvimento para todos».”
Segundo Francisco, “viver uma Quaresma de caridade
significa cuidar de quem se encontra em condições de sofrimento, abandono ou
angústia por causa da pandemia de Covid19. Neste contexto de grande incerteza
quanto ao futuro, ofereçamos, junto com a nossa obra de caridade, uma palavra
de confiança e façamos sentir ao outro que Deus o ama como um filho. «Só com um
olhar cujo horizonte esteja transformado pela caridade, levando-nos a perceber
a dignidade do outro, é que os pobres são reconhecidos e apreciados na sua
dignidade imensa, respeitados no seu estilo próprio e cultura e, por conseguinte,
verdadeiramente integrados na sociedade»”.
“Queridos irmãos e irmãs, cada etapa da vida é um tempo
para crer, esperar e amar. Que este apelo a viver a Quaresma como percurso de
conversão, oração e partilha dos nossos bens, nos ajude a repassar, na nossa
memória comunitária e pessoal, a fé que vem de Cristo vivo, a esperança animada
pelo sopro do Espírito e o amor cuja fonte inexaurível é o coração
misericordioso do Pai”, conclui o Papa.










