segunda-feira, 12 de abril de 2021

Dom Giambattista Diquattro fala a todo o episcopado brasileiro pela primeira vez

 

O Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, dirigiu-se, pela primeira vez, a todo o episcopado brasileiro, na manhã desta segunda-feira, 12 de abril, no início das atividades da 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontece na modalidade on-line. Dom Diquattro foi nomeado pelo Papa Francisco no dia 29 de agosto de 2020 e desembarcou no Brasil para iniciar sua missão no dia 7 de janeiro de 2021.

Em sua mensagem, o representante da Santa Sé no Brasil saudou a presidência da instituição e todos os bispos, e expressou, inicialmente, a comunhão do Papa Francisco com os bispos e agradeceu pelo testemunho da Igreja no Brasil.

Dom Diquattro destacou a importância da reunião dos bispos que, mesmo de forma remota, é expressão de comunhão e testemunho de oração.Hoje, não estamos todos no mesmo lugar, mas a oração é sincronizada e acompanhada por muitas pessoas, que estão rezando por essa assembleia”, afirmou. Destacou ainda que isso é possível graças a diversos instrumentos que, somados, estãoa serviço da proclamação corajosa da Palavra de Deus”.

Neste momento da história, em que a proclamação da Palavra de Deus é árdua e muito delicada, o núncio afirmou que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está agindo de forma corajosa. Frisou que, ao participar da reunião do Conselho Permanente da Conferência, percebeu que os bispos estão olhando para os flagelos que assolam a humanidade e chorando as dores do povo, com o coração de pastores, sem ficar a fazer análises rasas sobre a pandemia.

Vós trabalhastes com renovado fervor para que o coração de Cristo possa manifestar seu amor na Igreja. Um serviço à caridade e manifestação de misericórdia de Deus ao mundo”, afirmou dom Diquattro.

O Núncio, por fim, motivou os bispos a ouvirem o ruído do Espírito Santo e continuar a fazer uso dos “novos meios que a providência oferece”. Concluiu sua fala, com votos de bom êxito para a Assembleia: Que a intenção de cada um seja movida pelo amor, afim de santificar o ministério pastoral. Que o Senhor Jesus seja sempre louvado em tudo o que for rezado, dialogado e vivido durante essa assembleia”.

Essa é a primeira Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que o novo núncio apostólico, dom Giambattista Diquattro, participa. Ele já teve ocasião de participar de reuniões do Conselho Permanente e em assembleias de alguns regionais, sempre de forma remota.

CNBB

Aberta a 58ª Assembleia Geral: “ponto alto do coração do serviço eclesial prestado pela CNBB”

Foi aberta nesta manhã a 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro que reúne todo o episcopado brasileiro ocorre, pela primeira vez na história, de forma virtual, por conta da pandemia da Covid-19, um desafio imposto pelo contexto atual e que exige aprendizado de ferramentas e suporte técnico para os ajustes que se fazem necessários no início dessa experiência nova. O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, abriu oficialmente o encontro às 8h, no horário de Brasília.

“Este caminho é de grande importância, é o ponto alto do coração do serviço eclesial prestado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Somos desafiados a abrir o coração e a vivenciarmos esse caminho sob as luzes de Cristo ressuscitado, guiados e movidos pela ação do seu Espírito Santo”, motivou dom Walmor.

Durante a abertura da Assembleia, dom Walmor reforçou a comunhão e a “irrestrita fidelidade” do episcopado brasileiro ao Papa Francisco; saudou os participantes, entre bispos, administradores diocesanos, assessores, secretários executivos de regionais, representantes dos Organismos do Povo de Deus; falou sobre o contexto e propósito do encontro e da tarefa educativa da Igreja, reconhecendo humildemente a condição também de aprendizes. O presidente da CNBB também recordou o Santuário Nacional de Aparecida, que acolhe as assembleias da CNBB há alguns anos, e homenageou os pobres, os mortos, os enlutados. Os bispos dedicaram a abertura da Assembleia também para rezarem as Laudes e invocarem o Espírito Santo com o “Veni, Creator”.

Comunhão com o Papa

“Nossa comunhão filial e irrestrita fidelidade ao Santo Padre, o Papa Francisco, unidos e missionariamente empenhados da árdua e insubstituível tarefa da evangelização, a razão de ser de nossa Igreja no mundo a caminho do reino, deixando ecoar forte, neste tempo pascal o forte mandato do Senhor Jesus Ressuscitado dirigindo aos discípulos operários da primeira hora ‘como o Pai me enviou, assim também eu vos envio'”.

Vos escolhi e vos enviei

“Ao abrirmos esse itinerário, nesse exercício da comunhão e colegialidade, com exercícios concretos de sinodalidade em vista da missão dada pelo Senhor Jesus, nos emoldura aquela sua palavra do capítulo 15 do Evangelho de João: ‘Não fostes voz que me escolhestes, fui eu que vos escolhi e vos enviei para irdes e produzirdes frutos que permaneçam’. Assim, sua misericordiosa compaixão para conosco nos disponha o coração e a mente para o propósito que nos congrega aqui, pensando sempre nossa responsabilidade primeira com a missão de nossa amada Igreja”.



Pandemia

“Olhando a humanidade e a nós mesmos, chegamos nessa 58ª Assembleia Geral da CNBB com os pés cansados e os joelhos enfraquecidos. Adiada essa 58ª Assembleia Geral duas vezes, abril e agosto de 2020, a pandemia nos vem exigindo aprendizagens e qualificados discernimentos de rumos em vista de ações assertivas e novas respostas. É irrenunciável a tarefa educativa da Igreja no mundo.
Nossas fragilidades e do mundo expostas nos pedem retorno a fontes e unção de comunhão com os sofrimentos na pele nossa e do nosso povo, especialmente dos enlutados e dos enfermos.
Com humildade, temos que aceitar que somos aprendizes de muitas coisas, também do tesouro de nossa fé, a Palavra de Deus, a nossa Tradição. O encontro nacional de 25 de novembro de 2020 foi uma estação de aprendizagens, precedido de muitas práticas e uso de novos recursos com muitos desafios espirituais e existenciais.
O relatório do presidente trará uma ligeira mostra da intensidade e da grandeza missionária de nossa Igreja. É encantador o encaminhamento que cura e fortalece, basta escancarar o coração à misericórdia de Deus, a fonte inesgotável.”



Auxílio do Espírito Santo

“Invocamos o Espírito Santo, que ele venha para esse exercício de cinco dias de Assembleia Geral, pedindo de nós 35 horas de trabalhos, para nos trazer benção, serenidade, discernimentos, escolhas e paixão maior pela missão, ajudando o mundo a ter um novo estilo de vida ao sabor do Evangelho de Jesus.”

[…]

“Estamos aqui para nos ungir com a fraternidade entre nós, na força da fé no Ressuscitado, na consolação que vem do Espírito, conscientes do quanto precisamos estar fortalecidos pela comunhão e pela colegialidade, pela sinodalidade e pela missionariedade, porque a Igreja tem um grande, importante e insubstituível papel como bem sabemos. Seja muito abençoado este caminho e que o Espírito Santo venha em nosso auxilio”.



Aparecida, mãe de consolação e misericórdia

“Essa sala virtual da 58ª Assembleia Geral Ordinária da CNBB nos fará lembrar saudosos a casa da Mãe Aparecida. A saudade e as gratas lembranças do tempo vivido ali, e que esperamos voltarmos muito em breve, nos encharquem com a certeza de sua intercessão e proteção. Inspirando-nos sempre como mãe de consolação e misericórdia, lembrando-nos dos pobres, enlutados, dos nossos falecidos, por isso, um instante de silêncio em reverência.”


A 58ª Assembleia Geral da CNBB

Os bispos estarão reunidos na 58ª Assembleia Geral da CNBB de hoje, 12, até sexta-feira, 16 de abril, por meio da plataforma Zoom. O tema central desta assembleia diz respeito ao Pilar da Palavra proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-
2023). Mesmo sem a possibilidade de votação de um documento, será debatido o tema
“Casas da Palavra – Animação bíblica da vida e da pastoral nas comunidades eclesiais missionárias”.

Destaques do primeiro dia

Na programação de hoje, além da abertura, os bispos tiveram um momento com o núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro. Esta é a primeira assembleia que ele participa. Ainda no período da manhã, serão apresentados o relatório bienal 2019-2020, organizado pelo
Presidente da CNBB, a mensagem do Santo Padre à assembleia e aos bispos do Brasil, além do relatório econômico e o tema central. Os destaques do período da tarde ficam por conta das análises de conjuntura eclesial e social e a programação de atividades dos anos Amoris Laetitia e de São José.

CNBB




DOM FREI IRINEU - celebração do sábado santo















 

DOM FREI IRINEU - celebração da sexta-feira santa










 

DOM FREI IRINEU - celebração da quinta-feira santa









 

quarta-feira, 24 de março de 2021

COMISSÃO PARA A LITURGIA OFERECE ORIENTAÇÕES PARA A SEMANA SANTA 2021

 


A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou orientações e sugestões para a Semana Santa deste ano de 2021. O documento oferece indicações frente às exigências sanitárias no contexto da pandemia da Covid-19, as quais interferem “de maneira extraordinária no modo de bem celebrarmos esses sagrados dias”.

“Novamente esta Semana Maior, a Semana Santa, será celebrada no contexto da pandemia da COVID – 19, que desde o ano passado nos obrigou a elaborar e adotar normas e práticas de segurança sanitárias que buscassem garantir a defesa e a conservação da vida de nossos fiéis, pelo cuidado com a não disseminação do vírus em nossas celebrações litúrgicas”, afirma o bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB, dom Edmar Peron.

A decisão em dar as orientações surgiu na reunião virtual da Comissão no último dia 10 de março. Na ocasião, os membros consideraram importante oferecer aos bispos, “primeiros responsáveis pela vida litúrgica de suas Igrejas Particulares”, as indicações que levam em consideração as orientações litúrgicas divulgadas em maio do ano passado pela própria comissão, bem como pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em fevereiro de 2020.

Orientações

Para o Domingo de Ramos, as principais orientações indicam que sejam evitadas procissões; que a celebração seja feita com a segunda fórmula prevista pelo Missal Romano, dentro das igrejas; e que os fiéis sejam exortados a levar para a missa os seus próprios ramos.

A Missa do Crisma poderá ser celebrada, a juízo do bispo diocesano, na medida do possível, com uma representação de “pastores, ministros e fiéis”, na quinta-feira santa pela manhã ou em outro dia, preferencialmente ainda dentro do Tempo Pascal.

Para a Missa da Ceia do Senhor, a Comissão para a Liturgia orienta que seja omitido o Rito do Lava-pés, bem como a transladação do Santíssimo Sacramento, que deve ser conservado no tabernáculo.

O documento também oferece a mesma oração do ano passado para a intenção particular que pode ser inserida na Oração Universal durante a Celebração da Sexta-feira Santa. Para a Adoração da Santa Cruz, “seja utilizada a genuflexão simples ou outro gesto apropriado, evitando a utilização do beijo ou qualquer outro contato físico”.

As indicações completas podem ser conferidas no documento divulgado pela Comissão para a Liturgia. Baixe aqui. 

“Concebidas para tempos normais, as normas e diretrizes contidas nos livros litúrgicos não são inteiramente aplicáveis em tempos excepcionais de crise como estes. Portanto, o Bispo, como moderador da vida litúrgica na sua Igreja, é chamado a tomar decisões prudentes para que as celebrações litúrgicas se desenvolvam frutuosamente para o Povo de Deus e para o bem das almas que lhe são confiadas, no respeito da salvaguarda da saúde e das prescrições das autoridades responsáveis pelo bem comum”

A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB recorda a encíclica Fratelli Tutti e deseja que a celebração do Mistério da Páscoa “reafirme aquela esperança ousada que sabe olhar para além das comodidades pessoais, das pequenas seguranças e compensações que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna’. Caminhemos na esperança!” (Fratelli Tutti, n. 55).